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Sobre meu nascimento

Atualizado: 13 de jan. de 2020

A vida é um rio, não sei pra onde ele vai me levar mais não posso parar de rema, por que ainda tenho muitas estrelas para alcançar, muitos sonhos para sonhar e muitas flores para regar, umas virar com espinhos da vida mais só não posso parar de rema, e pra isso preciso de pessoas essenciais na minha vida como família, amigos queridos e um amor.

Na noite do dia 25 de novembro de 1994 minha mãe Isabel entrou em trabalho de parto, naquela noite vim ao mundo, tudo o que uma mãe e seu bebê quer é ficar juntinhos nesse momento tão especial, mais infelizmente os médicos nos tirou esse momento que era pra ser especial pra nós. Por que? Não sei, "mas segundo eles, medo de minha mãe ser como muitas mulheres desalmadas que a nesse mundo que abandona os seus bebês na maternidade." Esses mesmo médicos acompanharam a gestação da minha mãe e descobriram que eu iria nascer com má formação congênita, mais não contaram para ela "segundo eles com medo dela me abortar" mal sabia eles que para ela não importava o jeito que eu iria vir ao mundo, que ela iria me amar como amava os dois primeiros filhos dela. Naquela noite os médicos me enrolo em um pano e mostrou somente o meu rostinho para minha mãe, ali ela desconfiou que tinha algo de errado comigo, e os médicos disse que eu tinha um leve probleminha mais seria reversivo se ela procura-se um tratamento enquanto eu fosse novinha.

Depois que ela foi para o quarto me levaram para a primeira mamada, eu ainda estava enroladinha em um pano, de primeiro momento minha mãe acho que o problema que eu tinha era mental "segundo ela eu tinha traços de retardada" (rsrs para muitos isso seria ofensivo, mais para mim não) a médica disse para ela que eu não tinha nem um problema mental e sim físico, então a médica descobriu somente uma de minhas mãos e mostrou para ela e explicou novamente que era reversivo esse probleminha, minha mãe acredito sem questionar.

No dia seguinte trouxeram todos os bebês do quarto que minha mãe estava para amamentarem menos eu, minha mãe logo se preocupou comigo e pergunto o por que não me levaram para ela, uma das enfermeiras que estava no quarto fez um comentário maldoso sem se preocupar se minha mãe ficaria apavorada com aquilo "aquela que parece retardada e toda deformada" minha mãe logo se chocou com o que ouviu e questiono desformada como assim? A outra enfermeira que estava ali mandou a enfermeira ficar quieta e disse que a Dra ainda não havia falado com a mãezinha, minha mãe logo se levantou da cama e disse que queria me ver a enfermeira disse para ela voltar para cama e que iria chamar a Dra para explicar o que estava acontecendo.

A enfermeira vai atrás da Dra e explica o que aconteceu no quarto e a Dra pede para ir me buscar e vai para o quarto conversar com a minha mãe.

Quando a Dra chega minha mãe questiona ela do que a enfermeira disse e exige explicação, a Dra tenta acalmar minha mãe e sugere um calmante mais minha mãe não aceita e diz que quer estar lúcida para me ver, então a dra explica tenha calma que quando a mulher ganha bebê as nossas mentes fica frágil e a senhora precisa estar bem para cuidar da sua filha, então a enfermeira chega comigo e a Dra fala para minha mãe manter a calma e pede para enfermeira desembrulhar eu, o probleminha que a médica disse que eu tinha só em uma das mãos era mentira, havia nas duas mãos e nas duas pernas, quando fui desenrolada daquele pano minha mãe ficou tão chocada quando me viu, que não soube nem o que pensar no momento, a Dra disse que o meu problema tinha solução então esticou as minhas mãos e pernas para mostrar para minha mãe (Infelizmente a Dra estava errada, eu não sei se ela sabia o que estava dizendo) ela explicou que a minha deficiência se chamava artrogripose, (para quem não sabe a artrogripose é atingida nos nervos os deixando fracos e duros atingindo pés, joelhos, quadris, mãos, cotovelos e ombros, a artrogripose tem 3 quadros de gravidades, infelizmente não sei ao exato qual é a minha) essa deficiência é congênita é de mim desda barriga não foi nada de família por que até onde eu sei não tinha nenhum familiar com essa deficiência.

A médica explicou para minha mãe que o hospital foi totalmente negligente ao não contar sobre a minha deficiência que foi descoberta logo no inicio da gestação e disse que havia uma injeção que eles poderiam ter aplicado no útero da minha mãe e que esta injeção poderia reverter a minha deficiência e que eu poderia ter nascido sem essa deficiência.

E para a surpresa dos médicos a minha mãe foi mulher o suficiente para me aceitar e disse que eu sou como todos os outros. (Ela me diz isso até hoje e ja tenho 25 anos) . Os médicos para se redimir pela negligência deles ofereceram até uma carta para minha mãe processar o hospital, mais minha mãe não aceitou por que aquilo não iria resolver a minha situação.

(ESSA É A PRIMEIRA PARTE DA MINHA HISTÓRIA DE VIDA)


Autora: Camila Jesus

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